20/02/10
Só porque pediste
Ora bem,Pediste-me um poema
Porque há muito não publico nada blog
Mas de quê e de quem
Com que tema?
Como escrever sem que me sufoque?
Porra, ele são escutas,
São maldades sempre constantes,
Permanentes lutas
De uma estripe de comportamentos diletantes
Que me cansam
Que recuso
Que contesto
Alinhar em tudo isto será incesto
E reajo, só pode ser, contra ao abuso
Dos crápulas que em doce palavras nos amansam
Escrever, sim, mas com revolta
Escrever sim para falar bem alto
Para o país dar uma volta
Terminando o constante sobressalto
De mil rumores que se ouvem e proliferam
Que as almas mais humildes dilaceram
Num jogo vil, de lóbis, pois então.
Que termine de vez este xadrez
Porque não é só de quando em vez
Que o povo precisa pão.
E podem não gostar dos críticos
De acordo….
Com o mesmo direito que me assiste
De não gostar dos políticos
Mas digo e desafio. Povo, luta e resiste.
Só porque tu pediste

Ora bem,
Porque há muito não publico nada blog
Mas de quê e de quem
Com que tema?
Como escrever sem que me sufoque?
Porra, ele são escutas,
São maldades sempre constantes,
Permanentes lutas
De uma estripe de comportamentos diletantes
Que me cansam
Que recuso
Que contesto
Alinhar em tudo isto será incesto
E reajo, só pode ser, contra ao abuso
Dos crápulas que em doce palavras nos amansam
Escrever, sim, mas com revolta
Escrever sim para falar bem alto
Para o país dar uma volta
Terminando o constante sobressalto
De mil rumores que se ouvem e proliferam
Que as almas mais humildes dilaceram
Num jogo vil, de lóbis, pois então.
Que termine de vez este xadrez
Porque não é só de quando em vez
Que o povo precisa pão.
E podem não gostar dos críticos
De acordo….
Com o mesmo direito que me assiste
De não gostar dos políticos
26/01/10
Calado
Calado, triste, sorrindo.
Escutando e não ouvindo
Querendo ser (não sendo eu)
Isto sou eu ou não sou?
E quem por mim procurou
E me encontrou
Teve sorte;
Reconheceu-me na morte
Dum momento em que fui eu.
A ironia que há
No facto de me quererem
Como eu não me quero
De amarem o que eu faço
Nunca o que eu sou.
23/01/10
João Salgueiro, o que é que te veio à cabeça?
Corrida da “Nova Gente”;
Sabemos que realmente
Há dias de pouca sorte.
E no 4º, um mansarrão
Com intre(estu)pidez o João
Resolveu brincar com a morte
Numa lide para resolver
Deu a volta e com saber
A um toiro manso perdido
Meteu os ferros da ordem
Mas as coisas mal ocorrem
Quando o destino é parido
E pronto já para sair
Com o publico a aplaudir
A “faena” que foi possível
Mais um ferro, só mais, um
Se não mete mais nenhum
Não acontecia o incrível
“Venha-me de palmo um ferro
Sou Salgueiro e não me aterro”
Ah, égua e espora danada.
Arrima-se e ao ladear
Já não consegue evitar
A colhida da montada
Eis quando senão acontece
São coisas que a vida tece
Por incrível que pareça
Apeia-se e frente ao toiro
Põe em risco o próprio coiro
Não estava bom da cabeça
“È toiro, bicho danado
Vais sair daqui esganado”
E seguindo no seu encalço
Afasta o peão de brega
Parecendo fazer-se à pega
Acontecendo o percalço
Cita de frente o bichano
Assumindo um ar ufano
Gesto de qual valentia?
Sorte e azar em mistura
Estiveram nesta loucura
Que em tempo algum não se via
O público fica expectante
Com tal atitude aberrante
E aparatosa colhida
Mas p’ra gáudio da multidão
Está na trincheira o João
Mesmo no fim da corrida
Artistas cruzam a arena
Para ele não vale a pena;
Pensa, e é gesto evitado
Mas perante a insistência
Lá enfrenta a assistência
Tendo sido assaz vaiado
Que lhe sirva de lição
E em acto de contrição
Jamais repita a proeza
Por respeito à ‘afición’
Que seu toureio seja dom
De raro garbo e destreza.
Dois pontos
Foi a tua proposta, em tom provocador,
(salvo o respeito e a amizade que me mereces).
Não aceito, sinceramente, tal veleidade,
Mas respondo ao repto: (dois pontos) -
É que sem espírito para contar contos
E sem querer conquistar pontos,
Acredita, se quiseres, nesta verdade,
Sem pontos. -
Quem não se afoita, acreditando no amor e,
Se quem espera desespera,
O que detém algo de verdade: -
Sem peias nem meias, quero manter a liberdade
De que gostem de mim porque sim.
Não porque sou assim.
Não porque sou assado.
O importante é que acreditem em mim
Como um homem leal e apaixonado.
Como a vida não deve ser arena de tontos,
Só posso terminar, retorquindo, pois:
Que se tudo o que se almeja não for obra de dois,
Que queres que te diga – Dois pontos?
Se algo mexe com as nossas consciências,
Sem que exista capacidade de interacção,
Bem ao largo há que por o coração
E urtigas para os dois pontos: - reticências…
27/12/09
Feliz 2010!
"Existe somente uma idade para a gente ser feliz.
Somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-los,
a despeito de todas as dificuldade e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida
e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode
criar e recriar a vida
à nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores.
Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo desafio é mais um convite
à luta que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo novo,
de novo e de novo,
e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se presente,
também conhecida como agora ou já
e tem a duração do instante que passa..."